Indo pro trabalho ouvindo o CD do Barão Vermelho, Balada MTV, lembrei do dia em que o adquiri. Fui até as Americanas comprar discos daquelespromocionais, em banca, que os caras querem logo se livrar porque estão encalhados, ocupam espaço e não dão lucro. É possível encontrar de tudo. Sevocê é como eu, que tem preguiça de ficar baixando da internet as músicasque você gosta(ou se sente com vergonha de dizer que gosta, ou tem brancossobre os nomes dos cantores e das músicas quando pára na frente docomputador) lá é o local certo. Naquele monte de cds, pra mim, derrubou naárea é pênalti.Você começa a procurar como quem não quer nada, só pra ver "se por acaso,quem sabe, acha alguma coisa boa". No começo é uma maravilha. "Barão Vermelho por 10 pilas, vou levar. Eu sempre quis comprá-lo. E pensar que odisco ali jogado valia uns R$30,00 quando fora lançado há 10 anos.Não contente com a descoberta da considerada boa compra, comecei a vasculharo bendito cesto, na coragem, sem medo. Só eu e as velhinhas enlouquecidas que procuram alguma raridade do, sei lá, Agnaldo Timóteo. Foi então queencontrei um memorável disco do Fábio Jr, ao vivo. Olhei pro CD e pensei.Putz, vou levar! Tá 10 pila. Falo que é pra minha mãe de presente e queouvirei antes de entregar o regalo para saber se tem aquela versão da música Pai que ela gosta. Pronto!Peguei. Seguindo adiante, encontrei o volume II do Back to New Wave, umtributo aos anos 80. Consultei a minha parceira no crime, Cris e, dane-se oorçamento doméstico, resolvi completar minha coleção. A busca intensa, minhae dela, foi pelo acústico Roupa Nova. Não encontramos, talvez porque esteseja ainda uma novidade e não tenha caído no "cesto mágico". Todavia, nos deparamos com uma raridade - Barão Vermelho, no Rock in Rio 1985. Cazuza nos vocais, bêbado praca*, gravação mal feita, com ruídos que nem todasdigitalizações do mundo conseguiriam tirar. Diversão pura.Nos tempos de faculdade, eu e o Luiz, adquirimos algumas pérolas musicais nas Americanas. Benito di Paula, Supla, Belchior, Vinny (Heloísa, mexe acadeira), Ney Matogrosso, Guilherme Arantes, Ritchie, afinal, naquele tempo,essas "modernidades" de downloads ainda não existiam. Mas não é só isso! Você pode dar boas risadas sem gastar nada. Basta olharas capas de cds antigos. Altamente recomendáveis as capas de cds de pagode,como os do SPC (Só pra Contrariar, não Serviço de Proteção ao Crédito), com Alexandre Pires, aquele que pegou a Scheila Mello, de bigodinho. Recomendo a todos uma passada no cesto de promoções de CDs das Americanas. Garantia de boa música. Ou não, como diria Caetano Veloso, que aliás, sempre tem seus discos lá, presentes na banquinha.
quinta-feira, 29 de março de 2007
Por que que a gente é assim?
Indo pro trabalho ouvindo o CD do Barão Vermelho, Balada MTV, lembrei do dia em que o adquiri. Fui até as Americanas comprar discos daquelespromocionais, em banca, que os caras querem logo se livrar porque estão encalhados, ocupam espaço e não dão lucro. É possível encontrar de tudo. Sevocê é como eu, que tem preguiça de ficar baixando da internet as músicasque você gosta(ou se sente com vergonha de dizer que gosta, ou tem brancossobre os nomes dos cantores e das músicas quando pára na frente docomputador) lá é o local certo. Naquele monte de cds, pra mim, derrubou naárea é pênalti.Você começa a procurar como quem não quer nada, só pra ver "se por acaso,quem sabe, acha alguma coisa boa". No começo é uma maravilha. "Barão Vermelho por 10 pilas, vou levar. Eu sempre quis comprá-lo. E pensar que odisco ali jogado valia uns R$30,00 quando fora lançado há 10 anos.Não contente com a descoberta da considerada boa compra, comecei a vasculharo bendito cesto, na coragem, sem medo. Só eu e as velhinhas enlouquecidas que procuram alguma raridade do, sei lá, Agnaldo Timóteo. Foi então queencontrei um memorável disco do Fábio Jr, ao vivo. Olhei pro CD e pensei.Putz, vou levar! Tá 10 pila. Falo que é pra minha mãe de presente e queouvirei antes de entregar o regalo para saber se tem aquela versão da música Pai que ela gosta. Pronto!Peguei. Seguindo adiante, encontrei o volume II do Back to New Wave, umtributo aos anos 80. Consultei a minha parceira no crime, Cris e, dane-se oorçamento doméstico, resolvi completar minha coleção. A busca intensa, minhae dela, foi pelo acústico Roupa Nova. Não encontramos, talvez porque esteseja ainda uma novidade e não tenha caído no "cesto mágico". Todavia, nos deparamos com uma raridade - Barão Vermelho, no Rock in Rio 1985. Cazuza nos vocais, bêbado praca*, gravação mal feita, com ruídos que nem todasdigitalizações do mundo conseguiriam tirar. Diversão pura.Nos tempos de faculdade, eu e o Luiz, adquirimos algumas pérolas musicais nas Americanas. Benito di Paula, Supla, Belchior, Vinny (Heloísa, mexe acadeira), Ney Matogrosso, Guilherme Arantes, Ritchie, afinal, naquele tempo,essas "modernidades" de downloads ainda não existiam. Mas não é só isso! Você pode dar boas risadas sem gastar nada. Basta olharas capas de cds antigos. Altamente recomendáveis as capas de cds de pagode,como os do SPC (Só pra Contrariar, não Serviço de Proteção ao Crédito), com Alexandre Pires, aquele que pegou a Scheila Mello, de bigodinho. Recomendo a todos uma passada no cesto de promoções de CDs das Americanas. Garantia de boa música. Ou não, como diria Caetano Veloso, que aliás, sempre tem seus discos lá, presentes na banquinha.
quarta-feira, 28 de março de 2007
Rio no Rio

Há duas semanas tive a felicidade de conhecer o Rio Janeiro, depois de 28 anos de vida. Curitibano, assustado e cagão tinha medo de um dia pisar na "cidade maravilhosa". Mas como ganhei a viagem, não pude negar, entretanto, precisei superar o medo e deixar de lado o meu jeitão curitiboca de ser.
Aquele pensamento " eu vou ser assaltado" foi mudando aos poucos, bem lentamente é verdade, sem ruídos de armas de fogo inclusive.
Carnaval, futebol, poesia, música. Bem-vindo ao Rio de Janeiro, curitibano, com cara de gringo e temeroso. Para fazer o caminho do aeroporto para o hotel pegamos o tradicional "fresquinho"- ônibus com ar condicionado. Foi dentro da máquina gelada que conheci um pouco da cidade e da história do Brasil. Na região portuária, se você tiver um pouco de imaginação, é perfeitamente possível imaginar os primeiros portugueses chegando na terra nova, ou Dom Pedro I e cia visitando nossos portos.
Andamos mais um pouco, pulamos alguns séculos e chegamos a década de 30, quando passamos pelo Palácio do Catete. Dá pra ver o Getúlio Vargas na janela, é a Revolução de 1930.
Voltando para março de 2007, nós lá dentro do fresquinho, trânsito maluco, ônibus, taxi, caminhão, favelas, buzina. No Rio o negócio é fazer o trânsito fluir. Eu seria um Barrichello nas pistas cariocas, tudo mundo me passaria. Em Curitiba é tudo muito certinho que incomoda.
Chego em Copacabana, os prédios me remetem aos 50, 60 e até 70, as pessoas também. A praia foi povoada nestas décadas, por isso um pessoal mais "experiente", com cachorros também nada jovens, na orla.
Fomos pro hotel. Dia seguinte, programação turística: Maracanã, mas sem bola rolando e cristo. Pão de Açucar não deu tempo, pois voltaríamos no outro dia pra capital ecológica.
Pegamos um metrô pra chegar no Maraca e não fui assaltado. Nem é tão perigoso como me falaram. Nenhuma bala perdida de saldo.
"Que bonito é..." A musiquinha do Canal 100 tocando na minha cabeça sem parar quando adentrei no "maior do mundo". Pagamos vintão por cabeça pra tirar um foto com a estátua do Zagallo(detalhe: de óculos, nunca tinha visto isso), fotos na calçada da fama. Os turistas japoneses ficaram loucos quando viram os pés de Zico no chão. Gritavam: "Jico, Jico, Jico". Zico foi grande difusor do futebol no país oriental.
Depois passamos pelo vestiário e fomos pro campo. Imaginei aquela geral lotada de figuras exóticas com radinhos de pilhas e arquibancada dentária vazia.
Aquele pensamento " eu vou ser assaltado" foi mudando aos poucos, bem lentamente é verdade, sem ruídos de armas de fogo inclusive.
Carnaval, futebol, poesia, música. Bem-vindo ao Rio de Janeiro, curitibano, com cara de gringo e temeroso. Para fazer o caminho do aeroporto para o hotel pegamos o tradicional "fresquinho"- ônibus com ar condicionado. Foi dentro da máquina gelada que conheci um pouco da cidade e da história do Brasil. Na região portuária, se você tiver um pouco de imaginação, é perfeitamente possível imaginar os primeiros portugueses chegando na terra nova, ou Dom Pedro I e cia visitando nossos portos.
Andamos mais um pouco, pulamos alguns séculos e chegamos a década de 30, quando passamos pelo Palácio do Catete. Dá pra ver o Getúlio Vargas na janela, é a Revolução de 1930.
Voltando para março de 2007, nós lá dentro do fresquinho, trânsito maluco, ônibus, taxi, caminhão, favelas, buzina. No Rio o negócio é fazer o trânsito fluir. Eu seria um Barrichello nas pistas cariocas, tudo mundo me passaria. Em Curitiba é tudo muito certinho que incomoda.
Chego em Copacabana, os prédios me remetem aos 50, 60 e até 70, as pessoas também. A praia foi povoada nestas décadas, por isso um pessoal mais "experiente", com cachorros também nada jovens, na orla.
Fomos pro hotel. Dia seguinte, programação turística: Maracanã, mas sem bola rolando e cristo. Pão de Açucar não deu tempo, pois voltaríamos no outro dia pra capital ecológica.
Pegamos um metrô pra chegar no Maraca e não fui assaltado. Nem é tão perigoso como me falaram. Nenhuma bala perdida de saldo.
"Que bonito é..." A musiquinha do Canal 100 tocando na minha cabeça sem parar quando adentrei no "maior do mundo". Pagamos vintão por cabeça pra tirar um foto com a estátua do Zagallo(detalhe: de óculos, nunca tinha visto isso), fotos na calçada da fama. Os turistas japoneses ficaram loucos quando viram os pés de Zico no chão. Gritavam: "Jico, Jico, Jico". Zico foi grande difusor do futebol no país oriental.
Depois passamos pelo vestiário e fomos pro campo. Imaginei aquela geral lotada de figuras exóticas com radinhos de pilhas e arquibancada dentária vazia.
A tarde prometia com a visita ao Cristo Redentor. Todavia, confesso que ao lembrar da cena do Renato Aragão se agarrando na estátua, depois de descer de helicóptero, me senti envergonhado, por ele, é claro, e pensei abortar a visita ao Cristo. Contudo, meu espírito turístico prevaleceu e tentei tirar a imagem bizarra do Didi Mocó pendurado no Cristo.Enquanto, subia as escadas tentei apagar da memória também a narração da Glória Maria, pela Rede Globo, da aventura absurda do Trapalhão.
Chegamos lá em cima e não vimos muita coisa, estava tudo nublado.
Para voltar para Copacabana embarcamos num lotação. Divertido são estrageiros, mesmo como os bolsos forrados de dólares, eles preferem sofrer no balanço do ônibus.
Em Copa fomos jantar no restaurante Transa. "Vamos pintar na transa", bem anos 80. Comemos um pizza e ficou nisso. Pensei em ficar bebendo num boteco qualquer ou mesmo ir ao teatro do Sesc Copacabana, porém, fui barrado pela meu fraco poder de capital daquele momento.
No domingo, antes de deixar o Rio, fomos pra Ipanema. Lá tem mais bar que praia. Foi num deles que o Vinícius de Moares avistou a famosa garota. Quando caminhava pela orla, fui surpreendido por um tombo. Não me machuquei e me recuperei rapidamente da queda, sem demonstrar as dores.
No domingo, antes de deixar o Rio, fomos pra Ipanema. Lá tem mais bar que praia. Foi num deles que o Vinícius de Moares avistou a famosa garota. Quando caminhava pela orla, fui surpreendido por um tombo. Não me machuquei e me recuperei rapidamente da queda, sem demonstrar as dores.
Curitiba não será mais a mesma depois(do tombo) do Rio de Janeiro
quinta-feira, 15 de março de 2007
2073: O Ano que visto o terno
Pois bem. Hoje descobri o dia que vou morrer, e vai demorar. De acordo com o site www.deathclock.com visto o terno de madeira em 2073, Estarei com quase em Cem anos e Sem ânus. Isso se eu for um cara otimista e não fumante.
Experimente. Minha mulher disse que o site é velho,mas eu, que serei um dos seres mais idosos do planeta em 2073, só vi agora.
Eu poderei assistir à mais 16 Copas do Mundo de Futebol. As pessoas vão rir de mim quando eu disser que usava as mãos pra teclar, que eu precisava sair da casa para chegar ao trabalho, que eu tinha blog.
Serei aquele velho que enterra um monte de amigos, que todos os dias acha uma porção deles entre os óbitos do jornal on-line. As pessoas vão lembrar de mim e dizer. "Mas ele já morreu, eu lembro, tenho quase que certeza". Enquanto isso, eu estou vivão.
Serei matéria dos jornais, "O anivesário do homem mais velho de Curitiba" Serei nome de rua antes de morrer. Serei convidado para comentar onde eu estava e como fiquei em 11 de setembro de 2001, há 71 anos atrás. Serei um dos poucos sobreviventes.
Será que até lá Sandy & Júnior "perde" a virgindade? Triste, vou estar vivo pra saber disso.
Ãgora que sei que "visto o terno" com 94 anos, não posso mais usar aquela famosa expressão:"Eu não quero estar vivo pra "vê" isso...
Experimente. Minha mulher disse que o site é velho,mas eu, que serei um dos seres mais idosos do planeta em 2073, só vi agora.
Eu poderei assistir à mais 16 Copas do Mundo de Futebol. As pessoas vão rir de mim quando eu disser que usava as mãos pra teclar, que eu precisava sair da casa para chegar ao trabalho, que eu tinha blog.
Serei aquele velho que enterra um monte de amigos, que todos os dias acha uma porção deles entre os óbitos do jornal on-line. As pessoas vão lembrar de mim e dizer. "Mas ele já morreu, eu lembro, tenho quase que certeza". Enquanto isso, eu estou vivão.
Serei matéria dos jornais, "O anivesário do homem mais velho de Curitiba" Serei nome de rua antes de morrer. Serei convidado para comentar onde eu estava e como fiquei em 11 de setembro de 2001, há 71 anos atrás. Serei um dos poucos sobreviventes.
Será que até lá Sandy & Júnior "perde" a virgindade? Triste, vou estar vivo pra saber disso.
Ãgora que sei que "visto o terno" com 94 anos, não posso mais usar aquela famosa expressão:"Eu não quero estar vivo pra "vê" isso...
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